terça-feira, 22 de março de 2011

Simulacro

Não, não vejo sentido,
não, não consigo ser assim.
Apenas tenho minha vida como um simulacro,
sinto-me uma mera embalagem inócua.
Todos nós precisamos de um placebo para viver,
eu sei.
Talvez não o tenha, daí a falta de sentido,
mas talvez eu o seja,
minhas oscilações são tão pertinentes,
meus devaneios são tão presentes,
minhas palavras estão exageradas,
porém meus sentimentos são tão etéreos,
inconstante a cada instante,
inconcebível durabilidade,
impossível contabilidade.

sábado, 14 de agosto de 2010

Ego in Loco

Assim como a fênix, acordo o blog, planejo aparições não tão frequentes, nem assíduas, mas prometo não desaparecer como um fantasma na penumbra. Eu andei distante, sempre pensativo, porém acordei comigo mesmo, que não me conheço, nem tampouco os outros, me descubro um bipolar, titubeando entre a felicidade e a tristeza melancólica, ou será que essa felicidade é apenas uma fachada?

"Ninguém sabe a mágoa
que trago no peito, quem me ver sorrir..."
Benito de Paula

Pensando assim, me pego confuso, a solidão sempre me vem, principalmente às noites, vem através da minha sombra juntamente com essa melancolia, me segue no meio da rua. Ao som de músicas enebriantes tento colocar uma trilha pra aquela andança, olho pras estrelas na esperança de ver algum cometa, vamos esperá-lo penso eu, mas não vem. Fico Andando na chuva como se aquilo fosse um banho de chuva, lá, parado, tento sair de mim, minha inspiração é tão volátil quanto eu, talvez esse seja um dos motivos da minha inconstancia. Tento dar adeus a solidão mas não dá, NÃO DÁ!


"Amiga solidão,
mestra com toda razão..."
Cascadura


O resto, deixo pra um próximo post... minhas volatilidades são presentes, meus pensamentos também.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um pensamento:

Aqui em baixo tudo é sem importância. Suspeitava disso há muito tempo, mas adquiri de súbito a certeza plena e completa, senti bruscamente que me seria indiferente que o mundo existisse ou que nada houvesse em parte alguma. Comecei a perceber e a sentir que, no fundo, nada mais existia para mim. Percebi nesse momento que nada existia anteriormente, ou antes, que nunca haveria nada. Parei então de me irritar com os homens e acabei quase não os notando mais.

- Dostoiévski

Esse pensamento foi "sugado" do blog amigo: Viés Planetário do meu amigo PJ. Visitem!