sábado, 14 de agosto de 2010

Ego in Loco

Assim como a fênix, acordo o blog, planejo aparições não tão frequentes, nem assíduas, mas prometo não desaparecer como um fantasma na penumbra. Eu andei distante, sempre pensativo, porém acordei comigo mesmo, que não me conheço, nem tampouco os outros, me descubro um bipolar, titubeando entre a felicidade e a tristeza melancólica, ou será que essa felicidade é apenas uma fachada?

"Ninguém sabe a mágoa
que trago no peito, quem me ver sorrir..."
Benito de Paula

Pensando assim, me pego confuso, a solidão sempre me vem, principalmente às noites, vem através da minha sombra juntamente com essa melancolia, me segue no meio da rua. Ao som de músicas enebriantes tento colocar uma trilha pra aquela andança, olho pras estrelas na esperança de ver algum cometa, vamos esperá-lo penso eu, mas não vem. Fico Andando na chuva como se aquilo fosse um banho de chuva, lá, parado, tento sair de mim, minha inspiração é tão volátil quanto eu, talvez esse seja um dos motivos da minha inconstancia. Tento dar adeus a solidão mas não dá, NÃO DÁ!


"Amiga solidão,
mestra com toda razão..."
Cascadura


O resto, deixo pra um próximo post... minhas volatilidades são presentes, meus pensamentos também.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um pensamento:

Aqui em baixo tudo é sem importância. Suspeitava disso há muito tempo, mas adquiri de súbito a certeza plena e completa, senti bruscamente que me seria indiferente que o mundo existisse ou que nada houvesse em parte alguma. Comecei a perceber e a sentir que, no fundo, nada mais existia para mim. Percebi nesse momento que nada existia anteriormente, ou antes, que nunca haveria nada. Parei então de me irritar com os homens e acabei quase não os notando mais.

- Dostoiévski

Esse pensamento foi "sugado" do blog amigo: Viés Planetário do meu amigo PJ. Visitem!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Baiano na Reforma Ortográfica

Como alguém consegue pronunciar RUMÁLADISGRAÇA ???
O baiano consegue!
Agora vocêsvão entender o que nós dizemos!
BAIANÊS
TRADUÇÃO
Colé, meu bródi!
Olá, amigo.
Colé, miséra!
Olá, amigo.
Colé, meu peixe!
Olá, amigo.
Colé, men!
Olá, amigo.
Diga aê, disgraça!
Olá, amigo.
Digái, negão!
Olá, amigo. (independente da cor do amigo)
E aí, viado!
Olá, amigo. (independente da opção sexual do amigo)
E aê, meu rei?
Olá amigo.
Ô, véi!
Olá amigo.
Diga, mô pai!
Oi para você também, amigo!
Êa!
Olá, amigo.
Colé de mêrmo?
Como vai você?
É niuma, misere.
Sem problemas, amigo.
Relaxe mô fiu.
Sem problemas, amigo.
Cê tá ligado qui cê é minha corrente, né vei?
Você sabe que é meu bom amigo, não é?
Vó pu regui, negão?
Vamos para a festa, amigo?
Aí cê me quebra, né bacana.
Aí você me prejudica, não é meu amigo?
Aooonde!
Não mesmo!
Vô quexá aquela pirigueti.
Vou paquerar aquela garota.
Vô cumê água.
Vou beber (álcool).
Colé de mermo?
O que é que você quer mesmo? (Caso notável de compactação!)
Eu tô ligado que cê tá ligado na de colé de merma.
Estou ciente do seu conhecimento a respeito do assunto..
O brother tirou uma onda da porra.
O cara se achou.
Tá me tirando de otário é?
Está me fazendo de bobo?
Tá me comediando é?
Está me fazendo de bobo?
Se plante!
Fique na sua.
Se bote aí, vá!
Chamada ao combate físico.
Eu me saí logo.
Eu evitei a situação.
Shhh... Ai, mainhaaa.
Até hoje não se sabe a tradução. Sabe-se apenas que nas músicas de pagode, o vocalista está excitado com sua respectiva amante.
Ôxe!
Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa.
Lá ele! ou Lá nele!
Eu não, sai fora, ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar ou passar para outro.
Lasquei em banda!
Meteu sem dó nem pena.
Biriba nela mô pai.
Manda ver! (no sentido sexual da coisa)
Ó paí ó!
Olhe para aí, olhe!
Essa expressão foi utilizada pela primeira vez pelo capitão português Manoel da Padaria à frente da Nau Bolseta, que por infortúnio (leia-se burrice) perdeu-se da frota portuguesa no caminho para as Índias e veio parar na Bahia; desde então foi resgatada pelo povo baiano, assíduo leitor de Camões, já que se trata de um texto apócrifo dos Lusíadas, que nem os portugueses sabiam (nenhum jamais concluiu a leitura do clássico). É muito usada por aqui, tanto que virou filme, peça teatral, música, marca de refrigerante, água de coco, barzinho, cerveja, igreja....
Num tô comeno reggae!
Não estar acreditando ou dando muita importância.
Num tô comeno reggae de (fulano)!
Não estar com medo de provocação/ameaça de (fulano)
Tome na seqüência misere.
Tomar o troco de algo ruim que você fez.
Eu quero prova e R$ 1,00 de Big-Big!
Não acreditar. O Big-Big é um chiclete muito valorizado por pessoas de todas as classes.
Sai do chão!
Frase típica e predileta das bandas de axé. O intuito da mesma é de que indivíduo se agite e curta o som tocado em questão.
Rumálaporra!
Agir violentamente contra alguém ou algo.
Rumáladisgraça!
Agir violentamente contra alguém ou algo.
Picá a porra!
Agir violentamente contra alguém ou algo.
Ei, ó o auê aí ô!
Tida como única frase universal a utilizar apenas vogais e ter sentido completo, significa parem de baderna.
Vó batê o baba?
Chamar os amigos para uma partida de futebol.
Vó pu reggae?
Chamar os amigos para a balada.
Salvador é também conhecida por ser uma cidade cujo dialeto deu um lar aos mais diversos impropérios do cancioneiro popular local.
Possivelmente você um dia já foi convidado a visitar a Casa da Porra, a Casa do Caralho, a Casa da Desgraça!
Lá também existe a Casa de Noca que ninguém sabe onde fica, mas sabe-se que lá sempre o couro come..