quarta-feira, 28 de março de 2012

Sorriso




É ai que tudo que tu tem como alicerce vai abaixo por causa de um sorriso,
ela sabe disso e faz de propósito,
pois gosta de te ver sem jeito.
Sadismo, meu caro, ela transpira isso.
Sem falar no seu jeito e trejeitos para lhe deixar com cara de bobo no meio de todos.
Ela não é uma pessoa, mas um complô contra você,
até parece que nasceu só pra isso.
E aqui, nesse céu, todos os astros e seres são testemunhas.
Todos riem, mas no fundo dizem "pobre rapaz...".
Sinta-se indefeso, sinta-se ridículo, sinta-se imaturo, sinta-se impotente...
Mas sinta-se feliz, pois o sorriso dela, é pra você,
por mais que nem sempre o seja.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Vamos de mãos dadas
por entre esse emaranhado de confusões e tormentas.
Destruiremos tudo
e mataremos todos que estiverem pela frente,
destruiremos e mataremos o que acharmos pela frente,
de dentro pra fora.
Observaremos tudo pela janela
e apenas sorriremos,
nossas armas não serão nada além de nós mesmos,
nosso poder é incomparável quando juntos,
perceba, olhe além do que se vê no espelho.
Nosso grito quebrará tudo ao redor e
reverberará através dos séculos,
seremos heróis, seremos eternos, seremos deuses.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mestre: Fernando Pessoa



Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.
"Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."

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Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não atem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.