sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Semana poética

Eu passei essa semana muito surrealista! Então, resolvi postar três poesias minhas no blog. Espero que gostem:

Real ou ficção

Penso o que foi
e o que nunca será.
O que é e no que se transformará...
é tudo muito difícil de enxergar,
guio-me como vaga-lume no escuro,
tentando com sua micro lâmpada
achar o caminho, o seu caminho.
Mas sempre que penso que achei o caminho,
bato-me em um imensa parede.

É, a distância dói,
e como dói,
tento gritar, mas a dor é tamanha,
que sufoca o meu grito
e você não o ouve.
Por enquanto me contento
com a solidão e a saudade,
mas não se preocupe,
ainda vou achar alguém.
E quando encontrar,
aí sim,
vou gritar com todas minhas forças.
Gritar o quê? Você me pergunta.
Que estou amando,
que estou apaixonado
e não é mais uma ilusão,
mas sim realidade...
pura, mesmo que fictícia REALIDADE.


Sinto

Sinto falta de mim,
de alguém que nunca esteve aqui.

Sinto um vazio me consumindo
como se fosse um buraco negro
querendo ser preenchido.

Sinto carência de um amor,
que tive e senti, mas nunca esteve ali!

Sinto saudades de alguém
que está sempre ao meu lado.

Sinto-me solitariamente acompanhado,
e isso me dá forças.

Sinto um frio que aquece minha mente e alma.

Sinto a mais triste alegria.

Sinto...

Sinto...

O que apenas sinto?

Sinto o que é apenas insensível pelos outros,
e isso me dá forças.
E assim sigo o meu caminho...
Apenas sentindo.


Nada

Penso em que eu era,
no que fazia, no que sentia.
Cheguei a conclusão que
não era nada, nada fazia
e nada era o que sentia.

Penso no que sou,
no que faço, no que sinto
e em onde vou agora.
Percebi então que:
não sou nada, nada é o que eu faço,
sinto mais nada
e para onde vou?
não sei!
Será que para o nada?

Agora penso no que serei,
no que farei, no que sentirei,
para onde irei e quem amarei.
É... Agora sei que posso ser algo,
que farei alguma coisa,
que sentirei algo,
irei a algum lugar.
Mas quem amarei?
Não amarei o nada!
Deixarei ao nada a resposta.
Pois essa, nunca saberei!

domingo, 19 de outubro de 2008

Essa é minha!

já que postei uma do amigo ai...posto uma minha também...pra não quebrar a corrente sabe como é:

Nota Fúnebre

Estou eu aqui no meio da noite,
dentro de um cômodo incômodo da casa,
em alguma cidade, em algum mundo,
em algum universo criado não só por mim,
mas por todos.
Penso em minha vida como um todo,
não do meu nascimento,
mas da minha primeira lembrança da vida,
pois não lembro do meu nascimento.
E quem lembra?
Penso até mesmo no futuro,
algo certamente incerto, morte,
não de maneira melancólica,
mas comicamente[como sempre!].
Penso em meu epitáfio,
como seria ele?
Quero algo engraçado,
por que não quero lagrimas em minhas lembranças
quero sorrisos sinceros.
Acho que é por isso que aqui estou,
conseguir risos.
Acho que é isso que me dá vontade de viver,
sorrisos, risadas, gargalhadas...
alegria, enfim, é a alegria!
Acho que já sei...
"Fazer as pessoas rirem me faz bem, até na morte!"
Irônico e engraçado,
assim presumo e espero estar certo!

Poesia!

Primeira contribuição...
esse texto foi feito por meu amigo JC "Júnior"...
deleitem-se:

Eu já não consigo mais falar
O que aconteceu comigo,
Ninguém olha mais pra mim
Não me vêem assim,

Tão triste, sem saída
Sem saber o que passou;
Um instante, um momento
No silêncio,
Uma vida suspirou...

Eu já não mereço essas lágrimas,
Que escorrem dos teus olhos
Cheias de pureza, verdade e amor
Pois pra você só causei dor

Um delírio, desespero
Uma grande solidão,
Num segundo essa vida
Será só recordação...

Não sei se foi castigo,
Ou apenas um limite
Um prazo que acabou...

Até quando vou ficar
Sem caminho e sem razão,
Culpando o destino
Pela minha decisão.